O autor de O Estado ataca novamente. A teoria do pêndulo e o papel do Estado no Brasil. 1990-2010 entende que a transformação dessa instituição corresponde a uma constante na história política, econômica e administrativa do país. Ora oscilando “para a direita” ora “para a esquerda”, parece-lhe que o Estado brasileiro tem vivido um verdadeiro zig-zag institucional. Em síntese, pretende descrever o que considera “movimento pendular” e suas vinculações com os recentes governos, desde 1990 a nossos dias. Depois de comparar diversos sistemas de governo, no aspecto considerado, identifica as que seriam reformas estruturais, isto é, dizendo respeito a aspectos permanentes e não meramente conjunturais. Tomando-as como referência, analisa o comportamento do atual governo no que respeita a cada uma das iniciativas que enumera como sendo a “herança FHC”. Conclui afirmando que, centrando-se a lógica das reformas num imperativo do Estado e não num mero conjunto transitório de políticas governamentais, quem quer que venha a sentar-se na cadeira presidencial a partir de 1º. de janeiro de 2011 haverá de retomá-las. A modernização e o desenvolvimento do Brasil, pragmaticamente, assim o exigem. Segundo entende, a agenda incompleta de reformas atualmente deixadas de lado inclui: Reforma previdenciária (complementar); Reforma administrativa; Reforma Judiciária; Reforma Fiscal e Tributária; Reforma Trabalhista e Sindical; Reforma Política; e Reforma da Segurança Pública. Leia na íntegra.
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João Paulo M. Peixoto
Conhecido especialista em gestão governamental, concluiu sua formação acadêmica na London Scool of Economics and Political Sciense (LSE), Inglaterra, e na University of New México, Estados Unidos. Pertence ao Corpo Docente da Universidade de Brasília (UnB), tendo atuado em outras esferas governamentais. É autor de livros e artigos sobre Política e Administração Pública (Reforma e Modernização do Estado), publicados no Brasil e no exterior. |
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